5 de julho de 2012

Deputado Adrian é palestrante no XII Seminário de Gestão de Resíduos e Recursos Hídricos no Brasil


Brasília (DF) - As gestões de resíduos sólidos e recursos hídricos caminham lado a lado. A importância da educação ambiental, a responsabilidade compartilhada, o incentivo à reciclagem, os lixões, aterros sanitários, entre outros pontos, foram debatidos, nesta quinta-feira (05), no XII Seminário Nacional de Gestão de Resíduos e Recursos Hídricos no Brasil, que ocorreu no Senado Federal.

Durante sua explanação, o deputado federal Adrian (PMDB-RJ), presidente da Subcomissão Permanente de Resíduos Sólidos e da Frente Parlamentar de Incentivo à Cadeia Produtiva de Reciclagem falou sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) como marco legal que estimulará ações governamentais e empresariais. O tema está sendo debatido no Congresso Nacional. "Em 2010, foi promulgada a lei que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Um marco histórico na gestão ambiental no Brasil, a legislação lança uma visão moderna na luta contra um dos maiores problemas do planeta: o lixo urbano. Tendo como princípio a responsabilidade compartilhada entre governo, empresas e população, a nova legislação impulsiona o retorno dos produtos às indústrias após o consumo e obriga o poder público a realizar planos para o gerenciamento do lixo. Entre as novidades, a lei consagra o viés social da reciclagem, com participação formal dos catadores organizados em cooperativas".

O deputado falou também sobre reciclagem como inclusão dos catadores e retorno dos produtos à indústria, após o consumo, como elementos extremamente positivos da legislação. Em suma, salientou a importância da participação da sociedade para o sucesso da política. "O Plano Nacional de Resíduos Sólidos só dará certo com a participação de todos: governo, iniciativa privada e população, efetivamente", ponderou.

Ainda durante a apresentação, Adrian destacou os projetos de lei que tramitam no Congresso sobre o tema. Um deles, o PL 2497/2007, estimula o mercado de produtos reciclados por meio da senção de impostos. "Não é possível um produto reciclado concorrer com um produto virgem. Estamos trabalhando para que o produto reciclado seja isento de imposto", afirmou. "Meu sonho é que o lixo vire luxo. Ou seja, você pode fazer tudo com o lixo. Só vamos passar de um país de disperdício, no dia em que estiverem de mãos dadas todos os segmentos sociais: governo e iniciativa privada".

Já o secretario de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Pedro Wilson, disse que os recursos hídricos têm sido prioridade nas esferas governamentais, mas ressaltou que há a necessidade de debates para a criação de novas ações de gestão. “O tema é contemplado com orientações e incentivos legais nas diversas esferas governamentais que estão se “refinando”com o maior entendimento do assunto. A Lei 9.433, de 8 de janeiro de 1997, instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos - PNRH e criou o Sistema Nacional de Gerenciamento dos Recursos Hídricos – SNGRH. A legislação configura um marco que no que se refere aos usos múltiplos da água, às prioridades da utilização, ao seu valor econômico, à sua finalidade e à participação popular na sua gestão”.

Commodities convencionais e ambientais

Para a professora e economista Amyra El Khalili, as commodities convencionais são produtos ou mercadorias produzidos em larga escala em nível mundial e a natureza jurídica do Mercado de Carbono não é clara. “O que se quer, na verdade, é fazer com que as empresas deixem de ser poluidoras e passem para o mercado sustentável. De boa fé, os Mercados de Carbono deveriam ter prazos, pressupondo que a poluição vai acabar, o que não ocorre. E o Estado deveria ser capaz de fiscalizar, o que não acontece”, critica.

Já, as commodities ambientais defendidas por ela são construídas com as comunidades e originárias dos recursos naturais em condições sustentáveis -conceito que chegou quando passou a estudar o binômio água e energia, na década de 90, depois de ter mergulhado no sistema financeiro por mais de 20 anos. “As commodities ambientais têm que conservar o patrimônio natural e não degradá-lo ou mercantilizá-lo. O sistema financeiro deve ser o agente financiador para que as populações preservem o meio ambiente e tenham ocupação e geração de renda”,disse.




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