24 de abril de 2012

Grupo Parlamentar e Ministério do Desenvolvimento organizam missão político e empresarial à Líbia



Brasília (DF) – O Grupo Parlamentar Brasil-Líbia e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) vão organizar uma missão político empresarial à Líbia no segundo semestre deste ano para identificar oportunidades de investimentos e negócios para as empresas brasileiras no país africano. A proposta da viagem foi feita pelo deputado federal Adrian (PMDB-RJ) em reunião com o ministro Fernando Pimentel e o vice-primeiro ministro da Líbia, Omar Adbelkarim.

A convite do deputado Adrian, o vice-primeiro ministro esteve no Brasil em busca de parcerias e recursos para a reconstrução de seu país.

A visita da delegação da Líbia ao Brasil é a primeira de alto nível desde a queda do ditador Muamar Kadhafi e o estabelecimento do novo governo, em 2011. “Além das obras de infraestrutura, precisamos aproximar os dois países politicamente e culturalmente”, disse Adrian.

O deputado também falou da possibilidade de intercâmbio entre universitários e pesquisadores da área de petróleo e gás.

A Líbia tem a nona maior reserva de petróleo do mundo, com  46 bilhões de barris certificados, e a 20ª reserva mundial de gás natural. Essas reservas podem dobrar caso sejam confirmadas as projeções oficiais. Além desse setor, Abdelkarim fez menção a oportunidades em turismo, pesca e comércio.

“Queremos a ajuda do Brasil para desenvolver nossa economia”, disse o vice-primeiro-ministro líbio. “Durante a ditadura, não houve investimento no setor de energia, por exemplo. Nosso litoral, de 1,7 mil quilômetros, também oferece grandes possibilidades para o turismo e a indústria pesqueira”, afirmou.

A missão empresarial deve ocorrer depois das eleições gerais líbias, marcadas para junho, e do Ramadã, o mês sagrado do islamismo, que este ano ocorre entre meados de julho e meados de agosto. O comércio entre os dois países passou de US$ 70 milhões em 2003 para US$ 1,7 bilhão em 2008, tendo sofrido queda a partir da crise econômica de 2009 e da Primavera Árabe. No ano passado, a corrente de comércio foi de US$ 102,64 milhões.

Hoje, há quatro empresas brasileiras (Petrobras, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão) com atuação na Líbia. Sua carteira de projetos era de US$ 4 bilhões considerando-se aqueles em execução até março de 2011. A Líbia também tem investimentos no Brasil: o Banco ABC, em São Paulo, e fazendas na Bahia.

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