Brasília (DF) – O
Grupo Parlamentar Brasil-Líbia e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior (MDIC) vão organizar uma missão político empresarial à Líbia
no segundo semestre deste ano para identificar oportunidades de investimentos e
negócios para as empresas brasileiras no país africano. A proposta da viagem
foi feita pelo deputado federal Adrian
(PMDB-RJ) em reunião com o ministro Fernando Pimentel e o vice-primeiro
ministro da Líbia, Omar Adbelkarim.
A
convite do deputado Adrian, o vice-primeiro ministro esteve no Brasil em busca
de parcerias e recursos para a reconstrução de seu país.
A
visita da delegação da Líbia ao Brasil é a primeira de alto nível desde a queda
do ditador Muamar Kadhafi e o estabelecimento do novo governo, em 2011. “Além
das obras de infraestrutura, precisamos aproximar os dois países politicamente
e culturalmente”, disse Adrian.
O
deputado também falou da possibilidade de intercâmbio entre universitários e
pesquisadores da área de petróleo e gás.
A
Líbia tem a nona maior reserva de petróleo do mundo, com 46 bilhões de
barris certificados, e a 20ª reserva mundial de gás natural. Essas reservas
podem dobrar caso sejam confirmadas as projeções oficiais. Além desse setor,
Abdelkarim fez menção a oportunidades em turismo, pesca e comércio.
“Queremos a ajuda do Brasil para desenvolver nossa economia”, disse o vice-primeiro-ministro líbio. “Durante a ditadura, não houve investimento no setor de energia, por exemplo. Nosso litoral, de 1,7 mil quilômetros, também oferece grandes possibilidades para o turismo e a indústria pesqueira”, afirmou.
“Queremos a ajuda do Brasil para desenvolver nossa economia”, disse o vice-primeiro-ministro líbio. “Durante a ditadura, não houve investimento no setor de energia, por exemplo. Nosso litoral, de 1,7 mil quilômetros, também oferece grandes possibilidades para o turismo e a indústria pesqueira”, afirmou.
A
missão empresarial deve ocorrer depois das eleições gerais líbias, marcadas
para junho, e do Ramadã, o mês sagrado do islamismo, que este ano ocorre entre
meados de julho e meados de agosto. O comércio entre os dois países passou de
US$ 70 milhões em 2003 para US$ 1,7 bilhão em 2008, tendo sofrido queda a
partir da crise econômica de 2009 e da Primavera Árabe. No ano passado, a
corrente de comércio foi de US$ 102,64 milhões.
Hoje,
há quatro empresas brasileiras (Petrobras, Odebrecht, Andrade Gutierrez e
Queiroz Galvão) com atuação na Líbia. Sua carteira de projetos era de US$ 4
bilhões considerando-se aqueles em execução até março de 2011. A Líbia também
tem investimentos no Brasil: o Banco ABC, em São Paulo, e fazendas na Bahia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário